Paes promete priorizar retomada do Complexo do Salgueiro, critica eficácia de megaoperação e anuncia 20 mil vagas em presídios
Eduardo Paes (PSD) responde sobre segurança pública O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) afirmou, durante entrevista ao RJ1 nesta quart...
Eduardo Paes (PSD) responde sobre segurança pública O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) afirmou, durante entrevista ao RJ1 nesta quarta-feira (16), que vai priorizar a retomada de territórios no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, e criticou a eficácia da megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão porque as forças de segurança não permaneceram na comunidade após a ação. A entrevista foi conduzida pelos apresentadores Mariana Gross e Edimilson Ávila. Questionado se a escolha do Salgueiro como primeira área a ser retomada seria uma decisão técnica ou política, Paes afirmou que a prioridade é técnica. Segundo o candidato, parte significativa da população de São Gonçalo vive sob o domínio do crime organizado. “Quando você tem uma cidade em que metade das pessoas vive sob o jugo do crime organizado, ela é uma ação fundamental”, afirmou. LEIA TAMBÉM: Paes promete sistema único de segurança, tirar Riocard das empresas de ônibus e criar Secretaria de Integridade Paes afirmou que o Complexo do Salgueiro é estratégico por estar localizado entre a Baía de Guanabara e a BR-101. "Nós vamos agir naquelas áreas em que o crime criou um resort, um quartel-general", disse. O candidato ressaltou, no entanto, que a escolha de São Gonçalo como prioridade não significa que outras áreas dominadas pelo crime deixarão de receber ações. Ele citou os complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio, o Chapadão e a região da Estrada de Madureira, em Nova Iguaçu, como locais que também deverão ser alvo de ações caso seja eleito. Eduardo Paes é entrevistado no RJ1 Jéssica Araújo/g1 Ao avaliar a megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha em 2025, Paes afirmou que a ação não foi bem-sucedida. O candidato fez uma distinção entre a atuação dos policiais durante os confrontos e o resultado da operação depois da saída das forças de segurança. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Segundo Paes, policiais que tenham reagido em legítima defesa diante de criminosos armados com fuzis agiram de acordo com a lei. Para ele, porém, faltou um planejamento para a permanência do Estado nas comunidades após a operação. "No dia seguinte? Nada. Ou seja, tudo estava como dantes no quartel de Abrantes. Não havia plano nenhum", afirmou. Vinte mil vagas em presídios Paes afirmou que pretende abrir mais vagas no sistema prisional do estado e construir presídios de segurança máxima. "Vamos abrir 20 mil novas vagas, para criar condições, e, aliás, com presídio de segurança máxima digno desse nome, não com Starlink, como tinha no governo do PL do Rio de Janeiro", disse. O candidato também propôs a criação do Sistema Único de Segurança Fluminense, com a participação das forças municipais no combate a roubos e furtos e no policiamento ostensivo. Segundo Paes, o estado deverá estabelecer as atribuições de cada força para evitar sobreposição de funções. "As forças municipais terão papel no combate a roubos e furtos, no policiamento ostensivo. Nós não podemos deixar isso virar uma grande bagunça. Daqui a pouco tem prefeito querendo botar Caveirão. Vamos estabelecer qual papel fica com a PM", explicou Paes. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.