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Festival Viva Roraima reúne chocolate de Caroebe, damurida de Alto Alegre e grafismo indígena

Festival Viva Roraima reúne sabores, tradições e histórias de nove municípios Nalu Cardoso/g1 RR Produção de café orgânico de Alto Alegre, artesanato i...

Festival Viva Roraima reúne chocolate de Caroebe, damurida de Alto Alegre e grafismo indígena
Festival Viva Roraima reúne chocolate de Caroebe, damurida de Alto Alegre e grafismo indígena (Foto: Reprodução)

Festival Viva Roraima reúne sabores, tradições e histórias de nove municípios Nalu Cardoso/g1 RR Produção de café orgânico de Alto Alegre, artesanato indígena do Cantá e degustação de chocolate feito à base de cacau colhido em Caroebe fazem parte da imersão cultural na área dos Territórios do Festival Viva Roraima, que conta com nove municípios. A programação segue até esse domingo (26), no Parque Anauá, em Boa Vista. No espaço, representantes de Caroebe, Mucajaí, São Luiz do Anauá, Rorainópolis, Cantá, Bonfim, Amajari, Uiramutã e Alto Alegre apresentam elementos que traduzem a identidade cultural de cada região. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Durante a viagem — sem precisar sair da capital —, o visitante pode passar por Amajari, cidade localizada no Norte de Roraima, e aprender mais sobre o grafismo indígena com o artista Elton Taurepang, de 49 anos. “A gente trabalha no Centro Cultural Semente das Artes. Lá, temos um slogan: a arte é a mensagem que atravessa o tempo. Para nós, é importante poder passar esse conhecimento, assim como pessoas de outras sociedades e culturas também fazem”, explicou. Juarez Mota, de 50 anos, com pintural corporal de grafismo indígena. Nalu Cardoso/g1 RR O vigilante Juarez Mota, de 50 anos, é do povo Wapichana, da comunidade do Baixo São Marcos. Ele foi à exposição para se reconectar com as origens. Segundo ele, a arte significa “vida longa”, na língua Wapichana. “Resgata a nossa tradição. O pessoal pensa que eu não sou indígena, mas eu sou, e isso é muito importante. A gente sempre busca esse resgate. A gente viaja para Brasília justamente para lutar pelos nossos direitos, mas também para manter viva a nossa tradição.” Café de Alto Alegre, dona Helena? Ainda pelo Norte de Roraima, a exposição apresenta o café orgânico em diferentes torras da comunidade indígena da Mangueira, em Alto Alegre. No evento, os produtores também divulgam o Festejo do Café Kuinan, realizado desde 2014 na comunidade. O espaço de Alto Alegre ainda oferece degustação gratuita de damurida com beiju. Nalu Cardoso/g1 RR O espaço de Alto Alegre ainda oferece degustação gratuita de damurida com beiju, além da venda de artesanato, quadros com pinturas de animais — como arara-vermelha e boi — e remédios tradicionais. Chocolates, queijos e doce de leite Caroebe representa o Sul do estado com uma variedade de produtos: castanha de cacau caramelizada, chocolate produzido no município, doce de leite, queijo, chocolate amargo e licor de cacau. No espaço, os expositores explicam sobre os produtos e deixam o público à vontade para degustação. Segundo o secretário de Meio Ambiente e Turismo de Caroebe, Leandro Lima, de 39 anos, a ideia é que o público conheça melhor o que é produzido na região. “Também estamos divulgando o Festival de Pesca Esportiva e buscamos mudar a ideia de que Caroebe é apenas a ‘terra da banana’. O município é hoje um dos mais produtivos do estado, com o maior polo cacaueiro de Roraima”, explicou. Viva Roraima As atividades ocorrem das 17h às 22h. A programação é gratuita. O festival é promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o governo do estado. O encerramento do festival será com show da banda Biquini (ex-Biquini Cavadão), às 21h. A programação inclui apresentações de Jhon Mayson e Banda, Jokers e Garden, e também de quadrilhas juninas e danças indígenas. Imersão cultural no Festival Viva Roraima Nalu Cardoso/g1 RR Panelas de barro de diferentes tamanhos Nalu Cardoso/g1 RR Festival Viva Roraima valoriza identidade cultural do estado Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.