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'Está voltando para casa, enquanto meu irmão não está', diz irmã de jovem atropelado após motorista ser solta em RO

Motorista de jipe invade preferencial e mata motociclista em Porto Velho "No exato dia em que completava uma semana desde que ela bebeu, atropelou uma pessoa e ...

'Está voltando para casa, enquanto meu irmão não está', diz irmã de jovem atropelado após motorista ser solta em RO
'Está voltando para casa, enquanto meu irmão não está', diz irmã de jovem atropelado após motorista ser solta em RO (Foto: Reprodução)

Motorista de jipe invade preferencial e mata motociclista em Porto Velho "No exato dia em que completava uma semana desde que ela bebeu, atropelou uma pessoa e omitiu socorro, ela recebeu uma espécie de premiação: a liberdade". A frase resume a indignação de Catarina Oliveira ao saber que Stefanny Thalia Ferreira Liberato, presa por atropelar e matar seu irmão, João Pedro de Oliveira, foi solta na sexta-feira (11). Segundo a Justiça, o benefício foi concedido porque a motorista preenche requisitos legais. Ela não tem antecedentes criminais, possui endereço e trabalho fixos e frequenta o ensino superior. Stefanny foi presa na madrugada de 4 de agosto. Uma câmera de segurança registrou o momento em que a motorista avança a via preferencial em alta velocidade, atinge o motociclista e foge sem prestar socorro (veja o vídeo acima). "Nós não conseguimos compreender onde existe humanidade em alguém que, depois de atropelar uma pessoa, não para para ajudar, não presta socorro e vai para casa como se nada tivesse acontecido", afirma Catarina. Com o impacto da batida, João Pedro foi arremessado contra a parede de uma residência. Ele chegou a ser levado ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II com sangramento intenso, mas morreu pouco depois na unidade. A irmã conta que o sentimento da família é de uma "segunda perda". Segundo Catarina, João era sonhador e amava viver. Depois da morte do pai, ele passou a cumprir um papel paternal na família, assumindo responsabilidades e ajudando a mãe a enfrentar o luto. João Pedro de Oliveira e a família Arquivo Pesssoal/Catarina Oliveira "O João se tornou a pessoa que ficava ao lado da nossa mãe. Era ele quem a ajudava com tudo o que precisávamos. Ele tomou para si uma responsabilidade gigantesca, mesmo tendo tão pouca idade", diz a irmã. A família pede justiça, embora ressalte que nada será suficiente para reparar a perda. "Uma pessoa está voltando para casa, enquanto o meu irmão não está. Uma pessoa pode continuar a sua vida, enquanto a vida do João foi interrompida aos 21 anos. Nós não queremos vingança. Nós só queremos justiça", conclui Catarina. João Pedro Oliveira Reprodução